Aneurisma cerebral: doença grave tem avanço silencioso
 

80% dos casos acometem mulheres entre 30 e 40 anos; consequência mais conhecida é o AVC
“A dor de cabeça salvou a minha vida”. Muitas pessoas acometidas pelo aneurisma cerebral utilizam-se desta frase para explicar a forma como o problema foi descoberto. Por possuir poucos sintomas, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito após uma tomografia solicitada por conta de outro motivo, como uma dor de cabeça insistente.
Dr. Renato Augusto de Andrade, neurocirurgião do hospital Santo Antonio de Votorantim, explica que é comum esse tipo de sinal da doença. “Os aneurismas são pequenas dilatações das artérias que do cérebro. Normalmente, ocorrem nas regiões mais frágeis, podendo aumentar de tamanho, sem manifestar sintomas nos estágios iniciais”.
Quando os aneurismas são maiores, outros sintomas ocorrem, como a debilidade de funções neurológicas. “Dependendo de onde está localizado o aneurisma, ele pressiona regiões importantes do cérebro, responsáveis pelos movimentos, pela fala, visão, audição e outras funções, que acabam comprometidas”, detalha o especialista. “Nesta etapa, as pessoas estão altamente expostas a consequências mais graves, que são os rompimentos conhecidos como AVCHs”, completa.
Quando ocorre a hemorragia, a região do cérebro afetada pelo sangramento sofre danos sérios, que, nos casos em que não leva à morte, deixa sequelas graves, como problemas de locomoção, visão, dentre outros. Para evitar a hemorragia, fala o neurocirurgião, é preciso excluir o aneurisma da circulação, cirurgicamente ou por método endovascular. “Os aneurismas são problemas graves, com alta taxa de fatalidade. Assim que diagnosticado, deve ser tratado com urgência, sendo o paciente imediatamente submetido a procedimentos que podem envolver o preenchimento do aneurisma com um material especial, inserido via cateter ou, então, microcirurgicamente, nos casos em que o tratamento endovascular não está indicado”, diz.
Dr. Renato revela que o quadro pode se apresentar em qualquer idade. “O problema pode se manifestar em crianças, idosos e adultos, no entanto, é mais frequente em pessoas na faixa dos 30 ou 40 anos. Estudos também indicam que cerca de 80% das ocorrências afetam mulheres”, alerta.
Além do sexo e da faixa etária, outros grupos também estão mais expostos. “Fumantes, diabéticos e hipertensos têm o risco de desenvolver aneurisma potencializado. Por isto, precisam redobrar a atenção, buscando mudar os hábitos de vida e o acompanhamento médico regular”, ressalta. “Estes conselhos podem ser estendidos a todos, sem distinção, pois hábitos saudáveis só trazem benefícios à saúde”, completa o neurocirurgião.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 2101-0001 ou pelo site: www.hospitalsantoantonio.com.br