Dor crônica. Você já ouviu falar?
 

A dor é uma das mais importantes reações do organismo. Funciona como sinal de alerta para os limites físicos do corpo ou para indicar que algo não está correto e que algum tecido corre risco de ser danificado, seja por lesão ou doença.

“Este é o processo normal da dor, que deve desaparecer ao tratar e eliminar o agente causador. No entanto, há casos em que persiste por mais de três meses, resistindo à maioria dos tratamentos. Assim acontece a chamada dor crônica, problema que necessita de tratamento especializado”, explica Dr. Bernardo Silveira, médico anestesiologista especialista no tratamento de dor crônica, do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Os fatores que contribuem para o surgimento da dor crônica são diversos. “Pesquisas apontam que cerca de um terço da população mundial apresentará, pelo menos, um episódio de dor crônica durante a vida. O sintoma pode surgir pelas mais variadas causas, como: componentes genéticos, ambientais, cognitivos, comportamentais e muitos outros”, enumera. Hábitos inadequados de vida também contribuem para a manifestação. “Estresse, má alimentação, sedentarismo e falta de cuidados preventivos com a saúde em geral igualmente estão relacionados ao aparecimento da dor crônica”, completa o médico, que ainda destaca que “o corpo não ignora o modo como o tratamos”.

O mal pode revelar-se em qualquer parte do corpo. Dor de cabeça, na coluna, inflamações nos órgãos, pós-cirurgia, reumatismos, tumores, degenerações e muitos outros causadores, diz Dr. Bernardo. “Normalmente, as pessoas que se encaixam nestes quadros são encaminhadas ao especialista em dor crônica pelos médicos de outras especialidades, como oncologistas, ortopedistas, neurologistas, dentre outros”, detalha.

A fibromialgia, exemplifica o médico do Centro Médico São José de Cerquilho, é uma doença de difícil diagnóstico, que causa dores musculares crônicas debilitantes. O mal é causado por uma falha no sistema nervoso, responsável por sentir e interpretar a dor. “Outro exemplo é a dor psicogênica, que existe quando nenhum causador físico é identificado e há sintomas psicológicos que reforçam a constatação. Pode ser causada por depressão e estresse. Em outros casos, o tratamento já acabou e a doença foi curada, mas a dor persiste. Parece até que o paciente está mentindo, afinal, os exames não encontram a origem do problema”.

A tratamento da dor crônica passa por identificar a origem do problema e, após, podendo seguir por dois caminhos: farmacológico e não farmacológico. O primeiro faz uso de uma série de analgésicos, desde os mais conhecidos, como os antipiréticos, passando pelos esteroides e opioides, este último conhecido pelos derivados da morfina e codeína, utilizados em casos de dores fortes, como as causadas pelo câncer em estado avançado. Também são utilizados medicamentos adjuvantes, como antidepressivos e relaxantes musculares, que apresentam bons resultados, explana o especialista.

Enquanto os medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso ou na causa da dor, trazendo alívio quase que imediato, as técnicas não farmacológicas fazem uso de uma série de recursos que trabalham todo o corpo, com técnicas semelhantes às da fisioterapia. “Estas abordagens compreendem a reeducação do doente, com terapias de relaxamento, acompanhamento psicológico e comportamental, tratamento do estresse e terapia ocupacional”, pontua o especialista.

A prevenção à dor crônica é feita não deixando a visita ao médico para depois. “É desnecessário ficar meses sofrendo com a dor para só então procurar ajuda especializada. Caso você, ou seu médico, já percebeu que algo não vai bem, pois a dor não passa, é hora de procurar um especialista”, conclui Dr. Bernardo.

O Centro Médico São José fica na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, Centro, em Cerquilho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site: www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.